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terça-feira, 27 de agosto de 2013

Síria é a 'maior tragédia humanitária' do início do século

O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, classificou hoje o conflito na Síria como a "maior tragédia humanitária" do início do século, reiterando a posição portuguesa de considerar "imprudente a venda de armas" à oposição, pelos países europeus."É a maior tragédia humanitária deste início do século, quer pelo número de perdas de vidas, quer de refugiados, quer de deslocados. [Os números] são absolutamente avassaladores e o impasse da comunidade internacional nesta matéria é muito grande", declarou Paulo Portas.
O ainda ministro dos Negócios Estrangeiros, que já foi indicado ao Presidente da República, pelo primeiro-ministro, para as funções de vice-primeiro-ministro, falava numa audição na comissão parlamentar de Negócios Estrangeiros.
Reiterando que "Portugal favorece uma solução política", Portas voltou a explicar a posição portuguesa no conselho de ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia.
Apesar de reconhecer que "há uma grande desproporção de meios e de forças entre o regime e a sua coerção e a oposição e a sua dispersão", Portas disse que a "venda de armas a uma oposição onde também existem grupos com algum fundamentalismo, sem ter garantias quanto ao destinatário final, sem ter garantias quanto à revenda, sem ter garantia contra quem seriam usadas essas armas, do ponto de vista da posição do Governo português, foi considerado imprudente".
Portugal manifestou esta posição chamando igualmente a atenção de que "a União Europeia não devia colocar-se numa situação em que os próprios Estados Unidos da América não se colocam".
"Pelo contrário, a União Europeia devia favorecer a sua capacidade de manobra, na mera possibilidade de existir uma conferência internacional sobre a Síria, onde evidentemente a União Europeia devia ser uma parte importante", sublinhou.
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