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sábado, 23 de fevereiro de 2013

QUANDO ELE CHEGA

QUANDO ELE CHEGA

Havia um homem chamado Jairo, um dos principais da Sinagoga dos Judeus, que viveu uma situação extremamente difícil e insolúvel aos olhos humanos. A sua filha de doze anos de idade adoeceu profundamente, vindo finalmente a óbito. Jairo havia ido buscar Jesus para ir à sua casa para curá-la. Quando Ele chegou, não obstante a menina já houvesse morrido, transformou o pranto em riso e logo a menina ele fez reviver.
A recepção de alguém importante é em geral precedida de alteração na rotina de quem o recebe. O anfitrião procura proporcionar ao seu ilustre visitante o que de melhor dispuser em termos de acomodação, de alimentação e lazer, de modo a deixá-lo bem à vontade. A agenda é cuidadosamente preparada de acordo com as características e qualificações do visitante. Enfim, tudo é planejado de modo a lhe causar a melhor impressão possível, quer seja o visitante um familiar, um amigo, uma autoridade, um empresário, um cientista, um atleta, etc. Não podemos nos olvidar, entretanto, de que o valor ou grau de importância que se dá a alguém é revestido de relatividade, já que esse alguém pode ser muito importante para uns, mas não para outros. Mas quem recebe tem sempre uma alteração na sua rotina diária, com reflexos nas suas mais diversas áreas.
Algumas pessoas chegam e participam da nossa vida por algum tempo, mas logo se vão e tudo volta a ser como antes. Outras há, entretanto, que vêm para ficar, e ainda, existem aquelas que embora não fiquem, deixam igualmente a nossa vida dividida em um antes e um depois. Se antes temos a expectativa do que vai acontecer, após, teremos as conseqüências ou efeitos do tão esperado encontro. Como por exemplo, o que acontece a um casal com o nascimento de um filho, sobretudo, se for o primeiro. Antes se tem com a expectativa da chegada do nascituro, os preparativos, a motivação, etc. Tudo passa a girar em função de sua chegada. Só se fala dele; só se pensa nele; e os parentes e amigos do casal acabam sendo contagiados com isso e não há como ser diferente. Após o seu nascimento, por algum tempo ainda a criança continua sendo o centro das atenções para os que participaram da expectativa, mas logo tudo voltará a rotina de antes, exceto para o casal de pais. Para eles, fica estabelecido um marco divisório, qual seja: o antes e o depois do nascimento do filho. A vida do casal jamais voltará a ser a mesma de antes.
Pois bem, a bíblia sagrada relata-nos um episódio vivido por uma família importante, que por doze anos desfrutou da benção da companhia de sua filhinha. Entretanto, relata o texto bíblico, que essa criança veio a adoecer gravemente, e, estando já à beira da morte, não restou ao desesperado Jairo, seu pai, um dos principais da sinagoga, senão se dirigir à pessoa do Mestre Jesus para pedir socorro. Eis o relato bíblico:
Mc. 5.22 – 24, 38-42
(22) E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés, (23) E rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos, para que sare, e viva. (24) E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava. (38) E, tendo chegado à casa do principal da sinagoga, viu o alvoroço, e os que choravam muito e pranteavam. (39) E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme. (40) E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina, e os que com ele estavam, e entrou onde a menina estava deitada. (41) E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talita cumi; que, traduzido, é: Menina, a ti te digo, levanta-te. (42) E logo a menina se levantou, e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto. 43 E mandou-lhes expressamente que ninguém o soubesse; e disse que lhe dessem de comer.
Como podemos ver, do texto sagrado transcrito, um problema muito sério sobreveio à casa do importante Jairo. A sua filhinha de apenas doze anos de idade ficou enferma e sem obter êxito em seu tratamento, o seu quadro clínico piorou a ponto de levá-la à beira da morte, tanto que Jairo ao encontrar-se com Jesus, logo se lançou aos seus pés rogando que fosse a sua casa, pois, sua filha encontrava-se moribunda, isto é, prestes a morrer. O amor e o desespero desse pai para salvar sua filha, o levou a abrir mão de sua reputação como líder religioso que era e até mesmo a correr o risco das conseqüências que aquele seu ato poderia representar, haja vista que a perseguição sofrida por Jesus partia exatamente dos religiosos da época.      
Diante disso, Jesus se dispôs a ir com Jairo à sua casa. Mas no caminho Jairo recebeu a noticia da morte de sua filha e que não mais precisaria incomodar o Mestre, pois a menina havia morrido. Do ponto de vista humano nada mais havia a ser feito, senão prantear a sua morte, e em vão teria sido o esforço desprendido por aquele pai. Entretanto, Jairo não tinha ido buscar a solução de seu problema numa pessoa qualquer. Não! Ele foi a quem tinha não somente o poder para curar, mas muito mais do que isso, tinha o poder de devolver a vida à sua filha. Tanto que Jesus ao ouvir a noticia da morte da menina, disse a Jairo que não temesse, mas apenas acreditasse, pois conforme lhe prometera. Ele iria ter com a menina. Afinal foi Ele quem disse: Eu sou o caminho, a verdade e a vida (Jo. 14.6). A vida estava, pois, indo ao encontro de uma criança morta, para revivê-la. Que maravilha!
Chegando então Jesus à casa de Jairo, encontrou uma família arruinada pela dor da perda da menina, com muito pranto e desolação, comum nestas ocasiões. Após indagar dos pranteadores a razão do alvoroço e do pranto, logo disse que a menina não estava morta, apenas dormia, ao que riram dele, pois afinal, a menina estava de fato morta. Mas que pena que os pranteadores não conheciam o ilustre visitante, não sabiam que estavam diante da pessoa mais importante que já havia pisado no planeta Terra. Para eles, certamente Ele não passasse de um mero mentor espiritual ou coisa semelhante, mas, para Jairo, era a esperança de ter de volta a vida de sua filha.
A expectativa de Jairo de conseguir levar até a sua casa o Mestre Jesus para que curasse a sua filha passou a dominar a sua mente e o seu coração, sem deixar espaço para a dúvida ou qualquer outra coisa. Notemos que a atípica atitude de Jairo em ir pessoalmente ao encontro de Jesus ao invés de enviar alguém, demonstrou que ele não tinha qualquer dúvida de que Jesus podia e iria resolver aquela questão. O normal seria ter ele enviado alguém a Jesus e ficado ao lado da filha nos seus últimos instantes de vida, entretanto, o foco de Jairo passou a ser Jesus e não mais a sua filha, pois ele sabia que a filhinha a quem tanto amava, sem Jesus não iria existir mais. Ele sabia e confiava que se Jesus fosse até a sua casa, tudo ficaria diferente, pois ainda que ela viesse a óbito, Ele tinha poder o bastante para trazê-la de volta à vida e disto Jairo não tinha qualquer dúvida.
Grande era a expectativa de Jairo e de sua mulher. Primeiramente porque não sabiam se Jesus aceitaria ir até a sua casa. E agora, tendo Ele chegado, a menina já se encontrava morta. Talvez se Ele tivesse chegado um pouco antes de sua morte, com certeza a curaria, mas e agora? Isto às vezes ocorre conosco quando temos um problema sério e que só poderá ser resolvido com a ajuda divina, e então clamamos, clamamos e ele promete dar vitória, mas o caso se arrasta e por fim parece que chega num ponto que damos a causa por perdida. Toda expectativa alimentada na espera, parece ter sido frustrada e aí, é só lamento, a exemplo do que Jesus ouviu na casa de Jairo pelos pranteadores. Mas, ao contrário dos pranteadores, Jairo conhecia a pessoa de Jesus e sabia do que ele era capaz de fazer e que a morte não era o limite para ele. Assim, tomou Jesus três de seus discípulos (Pedro, Tiago e João), o pai e a mãe da menina, entrou no aposento onde ela se achava, e operou um extraordinário milagre devolvendo-lhe a vida. Só Ele pode fazer isto! Só Ele! Só Jesus! Para ele não há causa perdida, não há porta que não se abre, não há doença incurável, não há fome que ele não mate e nem há sede que ele não possa saciar. A história de sofrimento e de dor da casa de Jairo deu lugar ao surgimento de uma nova história, de alegria e de vitória, quando Ele chegou.
Na vida de Jairo, de sua filha, de sua família enfim, passou a existir um marco inesquecível, com duas histórias distintas: uma de antes e outra depois da chegada do Mestre, e, a segunda história com Jesus é sempre melhor do que a primeira, pois a glória da segunda casa é maior do que a da primeira (Ag. 2.9).  Nunca mais voltariam a ser as mesmas pessoas de antes, mas para isto acontecer Jairo teve que manter o seu foco em Jesus, romper com preconceitos, com a religiosidade e tudo mais. Ele deixou o problema, para buscar a solução. Tivesse ele permanecido ao lado de sua filha, não teria experimentado esse maravilhoso milagre e uma tremenda história para contar e ser contada.
Jesus foi uma pessoa muito especial para Jairo e esse ilustre visitante mudou a vida e a história desse homem, que ao contrário dos pranteadores, creu somente. O que Jesus quer é que creiamos n’Ele, como Jairo creu. Ele não abandonou Jesus mesmo quando soube da morte da filha. Ele continuou com Jesus e continuou crendo. Afinal, Ele pode fazer todas as coisas (Is. 45.7). Ressuscitar algo que já morreu, em qualquer área de nossa vida, não lhe constitui nenhum impossível porque para Ele não há impossível.
Quando Ele chega, tudo pode ser transformado e para melhor. Jesus chegou à casa do discípulo Pedro e a sua sogra jazia enferma com febre e Jesus a curou. Em Caná da Galiléia, Ele estando na festa de casamento quando o vinho havia acabado, Ele transformou água em vinho, evitando que o noivo ficasse envergonhado.Quando Ele chegou à província dos Gadarenos, pôs em liberdade um homem que era possuído por quase dois mil demônios que o obrigava a viver num estado miserável de vida (Mc 5.1-20). Na casa de Marta e Maria, Ele devolveu à vida Lázaro já morto há quatro dias (Jo. 11.1-45). Após a sua ressurreição, os discípulos pescavam no mar de Tiberíades e por uma noite toda nada haviam pescado. Pela manhã Ele chegou e ordenou que lançassem a rede à direita do barco, e quando assim fizeram, enredaram nada menos do que cento e cinqüenta e três grandes peixes (Jo. 21.1-11). Assim poderíamos continuar mencionando inúmeros outros acontecimentos em que Ele chegou e mudou o curso da história de muita gente.
Quando Ele chega tudo fica diferente. Ele chegou à minha vida e a transformou e a tem transformado dia após dia. É uma nova história. É uma pena que muitos, como dito no início não lhe dão a devida importância, antes o ignoram. Ele quer ser o convidado de honra do aflito, do doente, do miserável, do oprimido, do rejeitado, etc., mas poucos têm sido os que a exemplo de Jairo querem recebê-lo. A Bíblia diz que a todos quantos o receberam deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, a saber, aos que crêem no seu nome (Jo. 1.12). E Ele quer não somente ser um visitante ilustre, antes, quer viver conosco em nossa casa (vida) para sempre. Ele quer fazer parte da nossa vida, da nossa história, que com Ele, será sempre de sucesso. Que tal convidá-lo agora mesmo para a sua casa (vida)?. Será que o seu problema é maior do que o que Jairo tinha? Mesmo que possa ser, ainda assim Ele resolverá da mesma forma. Ele é o Deus do Impossível e quer ser mais do que um ilustre visitante em sua casa, Ele quer nela fazer morada. Muitos querem tê-lo apenas como um visitante ilustre. São pessoas que recebem uma benção e depois o despede de suas vidas. Mas Ele quer chegar para ficar na sua vida, na sua família, nos seus negócios, em tudo que lhe diz respeito. Só depende de você, fazer dele um visitante ou um morador definitivo.
Que Deus o abençoe em Cristo Jesus.
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